Após ameaças por combater garimpo ilegal, líder do Médio Juruá precisa ser retirado da região

Manoel Cunha é servidor do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e gestor da Reserva Extrativista do Médio Juruá, localizada em Carauari (AM). Ele foi ameaçado na última semana por quatro homens encapuzados que circulavam o rio Juruá atrás de informações sobre seu paradeiro. O servidor do ICMBio teve de deixar sua casa.

Enquanto coordenadora do Programa Território Médio Juruá (PTMJ), a Sitawi condena as ameaças feitas ao ambientalista e apoia as medidas tomadas para garantir seu bem-estar e segurança. 

Manoel é uma forte liderança para os comunitários do Médio Juruá e está ativamente envolvido com a mobilização que interrompeu as atividades de uma balsa ilegal de garimpo no local. A ação ocorrida em novembro do último ano foi realizada pelo IBAMA e pela Polícia Federal, com apoio do ICMBio e da Polícia Militar. Durante a operação, além da balsa queimada, um bote foi apreendido e ficou sob tutela da unidade do ICMBio na Resex do Médio Juruá, na pessoa do Manoel Cunha. 

Porém, em dezembro, um processo foi instaurado na justiça estadual do Amazonas com o objetivo de devolver a lancha aos garimpeiros. A partir do processo, o juiz Francisco Carlos Gonçalves de Queiroz solicitou à Comarca de Carauari a devolução, sob a alegação de que Cunha a havia furtado. 

O caso conta com o apoio de entidades locais – como o Fórum Território Médio Juruá, que divulgou uma nota informativa para disseminar essa informação. Na carta, o Fórum defende que o processo instaurado não tem legitimidade, já que a justiça estadual não pode destituir a ação de um órgão federal – no caso, o IBAMA e Polícia Federal. Leia na íntegra. 

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