Accelerators and social entrepreneurs come together to build the Édetodos Socio-Environmental Fund

The idea of bringing together actors from the Social Finance and Impact Business ecosystem to create a Socio-environmental Fund to support social entrepreneurs working at the base of the pyramid took shape on February 16 and 17, in São Paulo.

Doze organizações participaram de um workshop ministrado pela Sitawi, onde foram apresentados diferentes tipos de instrumentos financeiros para auxiliar a construção do Édetodos, fundo vocacionado para as classes CDE. O grupo, formado por empreendedores sociais, aceleradoras e negócios de impacto em atuação, discutiu sobre estratégias, estrutura e governança e criou comitês para dar sequência ao trabalho. O lançamento do Fundo está previsto para junho deste ano. edetodos

“Para nós, é muito importante apoiar iniciativas com direcionamento para as classes CDE. O fundo poderá aportar recursos nas organizações participantes multiplicando seu impacto através da atuação das mesmas com seus públicos”, comentou Leonardo Letelier, CEO da Sitawi. Segundo ele, o Édetodos será um fundo misto e proporcionará a realização de doações e empréstimos com critérios que ainda serão definidos.

Adriana Barbosa, fundadora da Feira Cultural Preta foi uma das figuras que puxaram essa ideia. A empreendedora declarou que esse é um movimento histórico para o ecossistema de impacto social. “Pela primeira vez tivemos a oportunidade de reunir empreendimentos em território nacional que tenham uma atuação na base da pirâmide com um olhar para a base. Nosso objetivo é desenhar uma estratégia de um fundo que privilegie a descentralização de recursos do ecossistema de impacto. Os dois dias imersivos foram conduzidos de forma muito aberta e sensível pela equipe da Sitawi, na figura do Leonardo Letelier e da Marcela Miranda”, pontuou.

O Fundo Édetodos será gerido pela Sitawi e terá uma primeira fase para captação de recursos. Em um segundo momento, irá ofertar empréstimos socioambientais para empreendedores sociais que tenham iniciativas voltadas para as classes CDE. O objetivo é criar corpo para apoiar iniciativas que recebem apoio das organizações participantes da criação do fundo através de instrumentos financeiros.

Segundo a analista de Finanças Sociais da Sitawi, Marcela Miranda, o objetivo é apoiar não só a fase de estruturação do Fundo, mas dar suporte contínuo ao grupo. “O Édetodos será um fundo formado por organizações que atuam na base da pirâmide e que entenderam que juntas podem gerar um impacto maior.”

The initial prototype came from the Social Finance Innovation Lab, an initiative of the Social Finance Task Force and Aoka Labs, which brings together leaders from different organizations (companies, institutes, foundations, academia, accelerators and incubators, government and impact ventures) to identify opportunities in the field and co-create collaborative actions in line with the recommendations proposed by the Social Finance Task Force.

Diversity in the ecosystem

Thiago Almeida, one of the entrepreneurs who are part of the Édetodos Fundraising group, comments on the relevance of the movement at the current moment in the country. “It is a very united moment. It is a movement of several enterprises that has a leading role. Bring more diversity to the social entrepreneurship ecosystem. Our goal is to bring more blacks, women, young people, communities of African origin, ensuring representation among these actors. I am very happy with this achievement and looking forward to being able to start collecting and seeing the impacts happening”, he points out. “It is a call for all investors who believe in the strength of the periphery for social transformation”, adds the cultural producer at Agência Solano Trindade.

“The social impact scenario in Brazil is still very little different. Thus, it is very important to ensure representation in the leading role of this action. We are not talking to the minority, we are talking to the majority, who are on the periphery. They are the ones who consume and produce”, commented Paulo Rogério Nunes, co-founder of Vale do Dendê. “We need to change the paradigm of the place of absence and realize the potential of these spaces in terms of technology, power, creativity and innovation”, he concluded.  

Among the participating organizations are: Banca, Empreende Aí, Agência Solano, Vale do Dendê, Conta Black, FA.VELA, Grana Preta, Black Rocks, Latinidades, Universidade da Correria and Feira Cultural Preta. The meeting had the support of the Instituto Cidadania Empresarial – ICE, which provided the necessary resources for the trip of social entrepreneurs from Rio de Janeiro, Bahia, Belo Horizonte and the Federal District.

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