Em 2025, o terceiro ano mais quente já registrado no planeta, os desastres climáticos atingiram mais de 336 mil pessoas no Brasil e causaram prejuízos de R$ 3,9 bilhões, segundo o relatório Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil, do Cemaden.
Esses números têm algo em comum: quem menos contribuiu para as emissões de carbono sente os efeitos mais cedo, com mais força e por mais tempo. Comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas e agricultores familiares estão na linha de frente da crise climática e, ainda assim, permanecem distantes dos recursos disponíveis para enfrentá-la.
O financiamento climático ainda não chega aos territórios
Grandes projetos de energia e infraestrutura concentram a maior parte do capital em financiamento. A lógica do mercado tende a favorecer empresas maiores e estruturas formais.Já os negócios que atuam em prol das comunidades e que protegem os biomas não competem nesse campo, e ainda contam com poucos instrumentos financeiros adequados à sua realidade.
Foi para entender essa lacuna que a Climate Ventures e a Sitawi Finanças do Bem iniciaram um processo de estudo e investigação ao longo de meses.
O que o estudo investigou
A Climate Ventures, por meio do Laboratório de Inovação em Justiça Climática (CJIL) e de sua Força-Tarefa de Instrumentos Financeiros, em parceria com a Sitawi Finanças do Bem, analisou 689 organizações que atuam em territórios vulneráveis, mapeou mais de 50 instrumentos financeiros em operação no Brasil e conduziu mais de 30 entrevistas ao longo do processo.
Os resultados detalham onde está o desalinhamento entre oferta e demanda de capital, quais mecanismos existentes realmente chegam onde o financiamento tradicional não chega e o que seria necessário para mudar essa realidade, tanto para investidores e filantropia quanto para organizações intermediárias e formuladores de políticas públicas.
O que você encontra na publicação
- O diagnóstico da discrepância entre a oferta e a demanda de capital no Brasil.
- Os mecanismos que chegam aos territórios e os ajustes necessários para que ganhem escala.
- Recomendações para investidores, filantropos, organizações intermediárias e poder público.
A publicação completa está disponível.