Por dentro do impacto

Conheça iniciativas que transformam

Aqui na Sitawi trabalhamos com o compromisso da transformação socioambiental. Produzimos essa página pensando em reverberar ainda mais nosso impacto. Descubra como estamos construindo um futuro mais justo e sustentável por meio de nossos projetos e iniciativas. Vem com a gente?

O efeito do impacto

Confira os resultados acumulados até…

Encontros e conexões pelo impacto

Em 2023/2024, fortalecemos nosso papel como agentes das finanças do bem em eventos e conferências. Veja alguns destaques:

G20

Fórum Brasileiro de Finanças Climáticas

Durante o evento, a Conservação Internacional (CI-Brasil) e a Sitawi apresentaram os Blueprints de Investimento em Conservação da Biodiversidade. Blueprint é um modelo de estrutura de transação financeira destinada a ajudar a facilitar investimentos replicáveis em projetos de conservação da biodiversidade prioritários.

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G20

COP 28

Um grupo de organizações da sociedade civil e investidores sociais lançaram durante a conferência o ‘Compromisso Brasileiro da Filantropia sobre Mudanças Climáticas’. O documento conta com 28 assinaturas de organizações atuantes no segmento, mobilizadas pelo Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) e a Sitawi é uma das signatárias desse compromisso.

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Conexão Sitawi

O Conexão Sitawi foi um evento que reuniu diversas pessoas e especialistas para promover diálogos sobre o ecossistema de impacto socioambiental positivo.

Leia nossa revista!

Sitawi Insights

Durante o Sitawi Insights, que aconteceu em abril de 2024, lançamos uma pesquisa revelando as práticas de filantropia e investimento de impacto de famílias de alto patrimônio no Brasil e um estudo pioneiro sobre a experiência da Sitawi em Investimento de Impacto, com o chamado Capital Empático.

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Impacto gerado por causa

Fortalecemos nosso compromisso com o impacto positivo!

O gráfico ao lado ilustra como nossos esforços foram distribuídos ao longo do ano de 2023 e neste primeiro semestre de 2024, separado por causas:

Para nós, pessoas, natureza e economia estão interligados. Precisamos enfrentar os desafios de todos ao mesmo tempo. E, para isso, queremos o capital para criar um futuro positivo. Para viabilizar propósitos e garantir que as pessoas vivam em uma sociedade equitativa e justa. Para proteger nossos ecossistemas e auxiliar as comunidades a se adaptarem às mudanças climáticas. 

Para isso, desenvolvemos infraestrutura para a Economia de Impacto. Quer saber como? Conheça algumas histórias do nosso portfólio:

Pessoas

Pessoas que impactam

Estamos aqui para ressignificar o papel do capital por meio do impacto socioambiental positivo. Impacto para uma sociedade composta por pessoas diversas, com hábitos, culturas e necessidades diferentes. Pessoas que contam com a gente para solucionarmos, juntos, as adversidades. Porque nós também somos feitos por pessoas. E é por meio dessa conexão humana que podemos transformar realidades.

Pessoas que impulsionam pessoas

O capital chega para somar numa equação que tem como protagonistas as pessoas e o impacto positivo que elas podem gerar. Para ajudar as pessoas dos Territórios Indígenas (TIs) dos Povos Zoró, Apiaká, Kayabi e Munduruku, do Mato Grosso, a fazer o melhor uso do capital, nós, em conjunto com representantes do projeto Man Gap, oferecemos uma Oficina de Finanças para gestão do Fundo Rotativo Solidário Indígena para mais de 70 pessoas, em março de 2024.

A iniciativa teve como objetivo levar conhecimento financeiro para capacitar as comunidades e as lideranças indígenas na administração financeira e no fortalecimento da cadeia de valor da castanha da Amazônia.

Por meio desse esforço, buscamos transformar o potencial econômico local em um motor de desenvolvimento sustentável e inclusivo.

aspas pessoas

Pessoas que mantêm a floresta em pé

Apenas gerenciar o capital para pessoas não é suficiente se os territórios onde habitam estão sob ameaça. No interior do estado do Maranhão, está localizada a Terra Indígena Krikati, que abriga cerca de 1.600 pessoas vivendo em uma área dentro da Amazônia legal, a qual está constantemente ameaçada pelo desmatamento e pela apropriação da terra por pessoas não indígenas.

Para proteger essa terra vital, bem como as tradições e modos de vida de quem a habita, estamos implementando a iniciativa ‘Mulheres como Agentes Ambientais no Monitoramento da Terra Indígena Krikati’, em parceria com a Associação Comunitária Wewetyj da Aldeia Recanto dos Cocais, com a atuação do coletivo de mulheres da Aldeia Recanto dos Cocais.

Com um investimento de aproximadamente R$ 617 mil e voltado para as etnias indígenas Krikati e Guajajara, o projeto promove o empoderamento feminino e a cooperação familiar, garantindo que a floresta continue a ser preservada pelas mãos de quem mais a conhece. O empoderamento é fundamental para aumentar o conhecimento da comunidade sobre os direitos das mulheres. 

aspas carmosina

Pessoas do futuro

Para garantir que esse seja um movimento contínuo, precisamos investir em agentes ativos de mudança para o amanhã. Para formar pessoas para atuarem pelo futuro do Território Médio Juruá, que fica no interior do Amazonas, mais de 100 jovens de diversas comunidades locais participaram de uma formação política.

O curso é uma iniciativa do Fórum Território Médio Juruá (Fórum TMJ), realizado pela Amecsara e pelo Instituto Juruá, organizações que fortalecem as cadeias produtivas e a articulação no território. Enquanto coordenadora do Programa Território Médio Juruá (PTMJ), a Sitawi faz a captação de recursos e a gestão financeira dos aportes de financiadores. Além disso, também faz gestão programática junto às implementadoras locais, pensando estratégias para o desenvolvimento do Médio Juruá.

O curso não apenas ofereceu uma imersão na importância da liderança comunitária, mas também incentivou os jovens a refletirem sobre seu papel como agentes de mudança em seus ambientes e na vasta Amazônia.

aspas maria das neves

Nossa jornada em direção ao impacto socioambiental positivo é guiada pela crença de que cada ação, projeto e investimento são passos essenciais para um futuro melhor. Cada passo que damos em nossa missão pelo impacto socioambiental positivo é impulsionado pelas pessoas que fazem parte desta jornada. Cada iniciativa de impacto que promovemos e apoiamos é um reflexo do compromisso das pessoas em construir um mundo melhor.

Meio Ambiente

Só temos um planeta

A Terra já deu diversos sinais de que está chegando ao limite. Alagamentos, secas, extinção de espécies, recordes de temperatura e constantes ondas de calor são assuntos cada vez mais frequentes em nosso cotidiano. Mas o que esses eventos têm em comum? Todos são efeitos das mudanças climáticas no planeta. 

Há quem acredite que o desenvolvimento econômico exige destruição, mas isso não é verdade. Hoje, mais do que nunca, o desenvolvimento e a produção de alimentos precisam ser sustentável.

Mas é possível garantir conservação e produção de alimentos ao mesmo tempo?

Sim, é possível. A agrofloresta é um exemplo disso: ao integrar árvores, culturas agrícolas e, muitas vezes, animais em um único sistema, promovemos a diversidade ecológica e aumentamos a resiliência dos sistemas agrícolas.

A tecnologia também desempenha um papel essencial nesse processo. A Belterra Agroflorestas, uma greentech que captou recursos na nossa Plataforma Sitawi para Impacto Positivo, implementa Sistemas Agroflorestais (SAF) que transformam pastos degradados em florestas produtivas, em parceria com pequenos e médios agricultores de diversos estados do país. Essa é uma das formas que podemos regenerar o planeta enquanto produzimos alimentos de forma sustentável.

Os SAFs partem de uma abordagem que olha não somente para os aspectos ecológicos da restauração, mas também os produtivos. Eles desempenham um papel importante na adaptação às mudanças climáticas, já que sistemas diversificados tendem a ser mais resistentes a eventos climáticos extremos.

Impacto Belterra
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parceiros rurais

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hectares restaurados em diferentes estados do Brasil

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milhões de mudas nativas em viveiros

Promover a conservação das florestas e das agroflorestas são essenciais para criar paisagens mais resilientes e sustentáveis, garantindo a produção de alimentos de maneira responsável enquanto protegemos o planeta.

Pé no chão e comida na mesa

Alimentação é o coração do Instituto Bio, criador do Fundo Filantrópico BioFloresta, que conta com a nossa gestão financeira. Seu propósito é regenerar o ecossistema terrestre e promover o uso sustentável da terra, capacitando agricultores familiares e fortalecendo a culinária consciente.

Um exemplo desse impacto é a Aldeia Araponga, em Paraty (RJ), que recebeu o apoio do Fundo. Lá, cerca de 33 pessoas indígenas serão beneficiadas pela BioCulinária, com a formação de BioChefs e a capacitação em SAFs. Além disso, o Fundo planeja o plantio de 12 mil mudas de árvores nativas na comunidade.

O BioFloresta está comprometido em restaurar a terra em Territórios Indígenas (TIs) selecionados, combatendo a desertificação, a degradação ambiental e a perda de biodiversidade, criando um futuro mais verde e justo para todas as pessoas.

Outra ação do Fundo é o Projeto CARMA, uma iniciativa para transformar a agricultura na região da Mata Atlântica. O CARMA, que significa Corredores Agro Regenerativos da Mata Atlântica, vai além da simples produção da agricultura sustentável, abrangendo a preservação ambiental, o desenvolvimento econômico e a conscientização do consumidor. 

aldeia araporanga
Como se preparar para tragédias climáticas?

Em maio deste ano, o Brasil testemunhou a maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul. Meses se passaram, mas a destruição ainda marca o cotidiano dos gaúchos. Afinal, a enchente não acaba quando as águas baixam. Um estado inteiro precisa ser reconstruído e, nesse cenário, a resposta emergencial ao desastre reafirmou o papel vital da filantropia.

A filantropia é mais do que um gesto de solidariedade. É uma ferramenta essencial para responder rapidamente a crises e minimizar o impacto das mudanças climáticas nas comunidades mais vulneráveis. 

Quando o poder público e a infraestrutura local estão sobrecarregados, os Fundos Filantrópicos entram em ação para preencher lacunas e garantir que as necessidades urgentes sejam atendidas.

Foi nesse contexto que buscamos alguns Fundos Filantrópicos sob nossa gestão, como o Fundo Resgate+. Este Fundo desempenhou um papel importante no resgate de pessoas ilhadas, na assistência a abrigos e comunidades devastadas, e até mesmo na promoção de eventos culturais para arrecadar doações.

Além disso, a atuação do Fundo Resgate+ vai além das emergências imediatas. Ele também apoia a produção de marmitas, a distribuição de lanches e a doação de cestas básicas, roupas e cobertores para pessoas que perderam tudo. Essas ações não apenas aliviam o sofrimento imediato, mas auxiliam as comunidades a se reerguerem.

Mudanças climáticas e os impactos desiguais

As mudanças climáticas estão intensificando os desastres naturais — e são as comunidades mais vulneráveis que sentem os impactos mais severos. Para mitigar esses efeitos, precisamos de uma filantropia que não só reaja às crises, mas que atue preventiva e estrategicamente. 

Isso significa investir em infraestrutura resiliente, apoiar iniciativas de educação e conscientização ambiental, além de fortalecer a capacidade das comunidades de se adaptarem às novas realidades climáticas.

Projetos como o BioFloresta e Belterra, que promovem o uso sustentável da terra, também desempenham um papel fundamental na construção de paisagens mais resilientes, que podem suportar melhor os impactos das mudanças climáticas.

Ao trabalhar com comunidades indígenas e agricultores familiares, estão restaurando ecossistemas e criando condições para que essas populações enfrentem o futuro com mais segurança e autonomia.

A mensagem que fica é embora os desafios sejam grandes, a capacidade de superá-los também é. Cada contribuição, seja um investimento ou uma inovação, pode ser a diferença entre um futuro marcado por catástrofes ou por um crescimento sustentável. 

Economia

O Capital Empático

A economia é o pilar central de qualquer sociedade, influenciando diretamente a qualidade de vida das pessoas e o desenvolvimento dos países. No entanto, à medida que enfrentamos desafios globais como mudanças climáticas, desigualdade social e crises econômicas, é urgente repensar o papel da economia e do capital. A geração de renda, o empreendedorismo e o desenvolvimento sustentável são eixos fundamentais nessa transformação.

Compartilhando conhecimento e impacto 

A produção de conhecimento e o desenvolvimento de projetos focados em finanças do bem são essenciais para consolidar essa nova economia. Pesquisas, capacitações e o compartilhamento de boas práticas ajudam a moldar um ambiente onde o impacto positivo se torna o padrão, não a exceção.

Exemplo disso foi os blueprints, uma iniciativa inédita no Brasil, realizada pela Sitawi em parceria com a Conservação Internacional (CI-Brasil). Blueprint é um modelo de estrutura de transação financeira destinada a ajudar a facilitar investimentos replicáveis em projetos de conservação da biodiversidade prioritários. 

A iniciativa contribuiu com as discussões sobre a pavimentação de possíveis caminhos onde investidores podem alocar recursos financeiros e obter lucro gerando benefícios socioambientais. Os três blueprints têm como foco cooperativas da bioeconomia, restauração florestal e cadeias produtivas da biodiversidade.

Os blueprints foram lançados durante o Fórum Brasileiro de Finanças Climáticas, realizado em 2024, em São Paulo. Foi um material construído com diversos atores do mercado financeiro: pessoas de organizações filantrópicas, investidores de impacto e atores tradicionais do mercado. Se quiser, leia mais aqui.

Empoderando comunidades

A geração de renda não é apenas uma questão de sobrevivência: ela traz dignidade e empoderamento. Quando comunidades têm acesso a oportunidades econômicas justas, elas podem melhorar suas condições de vida, investir em educação, saúde e na conservação do meio ambiente. 

A cadeia de manejo sustentável do pirarucu é crucial para melhorar a qualidade de vida de comunidades ribeirinhas e indígenas, de forma integrada à conservação da biodiversidade na Amazônia. No entanto, mesmo com sua relevância, essa cadeia produtiva ainda não garante uma remuneração justa para as comunidades e associações que comercializam o peixe.

Desenvolvido por nossos especialistas, o estudo utiliza a abordagem do True Cost Accounting (TCA) para examinar a situação no Território Médio Juruá, no Amazonas. A análise identifica a disparidade entre os preços reais pagos às comunidades e os preços justos que deveriam ser oferecidos pelo mercado ou garantidos por regulamentações, incentivos econômicos e instrumentos financeiros.

Esse diferencial considera não apenas os custos econômicos, mas também os valores sociais e ambientais, propondo uma remuneração ideal que incentive a transição para políticas e práticas mais justas e sustentáveis.

Os resultados do estudo são claros: o preço mínimo atualmente estabelecido para a comercialização do pirarucu manejado de forma sustentável não cobre os custos totais da cadeia produtiva. 

Ao incluir a dimensão social — ou seja, o valor que as pessoas atribuem ao trabalho realizado nas comunidades locais — o preço justo deveria ser ainda maior. Esse tipo de análise não apenas revela as falhas do sistema atual, mas também aponta o caminho para uma economia mais inclusiva e equitativa, onde as comunidades que atuam na conservação e na produção sustentável sejam justamente recompensadas.O poder do Capital Empático

O conceito de Capital Empático é fundamental para impulsionar os resultados econômicos e de impacto das organizações que buscam transformar o mundo. Para nós, o impacto socioambiental positivo vem em primeiro lugar e direciona as nossas ações e projetos. 

Quando combinamos esse tipo de investimento com o Blended Finance, que ajusta o capital às necessidades específicas de negócios de impacto, temos um cenário ideal com impacto real e duradouro.

A ParaOil é um exemplo dessa abordagem. Localizada no Pará, a empresa se especializa na extração de óleos e manteigas naturais a partir de sementes da floresta Amazônica, fornecendo produtos para os setores de cosméticos e o alimentício. Com raízes profundas na cultura nipônica, marcada pela perseverança dos imigrantes japoneses que chegaram à Amazônia no pós-guerra, a ParaOil construiu uma trajetória de cooperação e respeito ao meio ambiente e às comunidades locais.

aspas paraoil

A história da ParaOil é uma história de empatia e desenvolvimento sustentável. Sua cadeia integrada de óleos amazônicos, que inclui sementes como andiroba, pracaxi e babaçu, exemplifica como uma empresa pode operar em harmonia com a floresta, mantendo a floresta de pé e fazendo isso de forma produtiva. 

Através de valores como cooperação, respeito ao meio ambiente e às pessoas, a ParaOil demonstra que o capital empático não só é possível, mas essencial para um futuro sustentável e próspero na Amazônia — e no mundo.

Perspectivas para 2025

Já parou para pensar que faltam apenas seis anos para 2030? 

A urgência da crise climática exige ação rápida e decisiva. Ainda há tempo para reverter o curso, mas precisamos de uma mobilização sem precedentes, com cada decisão e investimento focados na proteção do planeta.

As COPs (Conferência das Partes) são espaços essenciais para transformar políticas em ações concretas através da colaboração internacional. A COP29, em Baku, destaca o financiamento climático como tema central, crucial para o avanço das políticas globais.

Já a COP30, que será realizada pela primeira vez na Amazônia, abordará adaptação a eventos extremos e justiça climática, refletindo a urgência dos impactos já sentidos. É vital não só participar, mas também liderar, inspirar e inovar nesses espaços. 

Estaremos presentes nessas ocasiões para debater como as finanças do bem tem um papel crucial na nova economia e no combate às mudanças climáticas. 

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