3 tendências para a Economia de Impacto em 2025

O ano de 2024 foi marcado por desafios globais, desde desastres climáticos até conflitos geopolíticos. No entanto, vimos também avanços significativos nas discussões sobre uma nova economia. Uma economia mais sustentável e focada no impacto positivo. 

A Economia de Impacto vem ganhando espaço no Brasil, impulsionada por regulações, investimentos e novas oportunidades de mercado. Pensando nisso, destacamos três tendências para termos atenção em 2025:

1. Descarbonização e Fundos pelo Clima

O mercado de carbono está em alta e promete ser um dos protagonistas da economia de impacto nos próximos anos. Com uma demanda crescente por capital privado e filantropia para impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono, o Brasil tem um enorme potencial para liderar essa agenda. Atualmente, estima-se que o país concentra 15% do potencial global de sequestro de gases do efeito estufa por meios naturais. Setores como bioeconomia, restauração florestal e energia renovável ganham cada vez mais espaço, atraindo investidores comprometidos com soluções climáticas.

No campo regulatório, o avanço do Projeto de Lei do Mercado de Carbono no Brasil, sancionada em dezembro do ano passado, é um passo importante para estruturar e fortalecer esse setor, criando oportunidades para empresas e organizações que apostam na descarbonização como um diferencial competitivo e socioambiental. 

Além disso, o crescimento de fundos voltados para a transição energética e a economia de baixo carbono também é uma tendência forte. Cada vez mais, investidores estão destinando recursos para iniciativas que promovem energia renovável e eficiência energética, impulsionando inovação e sustentabilidade em diversos setores.

Leia também: Como o investimento de impacto contribui para combater as mudanças climáticas?

2. Regulação e Políticas Públicas

As políticas públicas são fundamentais para impulsionar ou frear a transição para uma economia mais inclusiva e sustentável. Normas ESG, precificação de carbono, incentivos fiscais e marcos regulatórios para investimentos sustentáveis estão moldando o futuro dos negócios e investimentos de impacto.

No início deste ano, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, definiu 25 prioridades para a agenda econômica do governo entre 2025 e 2026, até o fim do mandato. Delas, oito estão ligadas ao plano de transformação ecológica e a ferramentas das finanças sustentáveis. Algumas das metas deste eixo é “Novo Brasil: Plano de transformação ecológica” são:

  • Nova emissão de títulos sustentáveis para trazer recursos do Fundo Clima;
  • Avanço na implementação do mercado de carbono, com governança e decreto regulamentador;
  • Compra pública com conteúdo nacional e programa de desafios tecnológicos para a transformação ecológica;
  • Política de atração de datacenter e marco legal da inteligência artificial;
  •  Plano Safra e Renovagro: aprimoramento dos critérios de sustentabilidade;
  •  Conclusão do mapa e investimentos sustentáveis na BIP, a Plataforma de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica.

Outro exemplo relevante é o PL que busca aprimorar o ambiente regulatório e tributário para Fundos Patrimoniais no Brasil. Aprovado nas Comissões de Educação e de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o PL propõe a isenção do Imposto de Renda sobre aplicações financeiras, o reconhecimento das gestoras de fundos patrimoniais como investidoras no Brasil e no exterior sem desvio de finalidade, e a isenção da COFINS sobre receitas financeiras. Essas mudanças são essenciais para aumentar a adesão dos fundos patrimoniais à legislação vigente. 

A expectativa é que novas medidas e políticas públicas sejam discutidas em 2025, impulsionando ainda mais o ecossistema de impacto no país.

3. O Papel do Brasil na Economia de Impacto

O Brasil tem vantagens estratégicas para se tornar um player global na economia de impacto. Com uma biodiversidade única, matriz energética limpa e soluções inovadoras em impacto socioambiental, o país pode liderar soluções climáticas e financiar projetos sustentáveis em escala.

A realização da COP 30 em Belém coloca ainda mais os holofotes sobre o Brasil como protagonista nas discussões climáticas globais. Esse evento será uma oportunidade para consolidar o país como referência em investimentos verdes, bioeconomia e soluções baseadas na natureza. Participamos da última COP 29 e trouxemos alguns insights! 

O futuro é agora 

O ano de 2025 promete avanços significativos na Economia de Impacto. Com regulações mais claras, maior fluxo de investimentos sustentáveis e o Brasil se consolidando como protagonista global, temos um cenário promissor para quem busca aliar rentabilidade e impacto positivo. 

Ficar de olho nessas tendências é essencial para quem deseja fazer parte da transformação econômica e ambiental – que já está em curso.

A Sitawi continua traçando caminhos que unem clima, biodiversidade e inovação. Estamos prontos para transformar desafios em oportunidades! 

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