Combatendo as mudanças climáticas: entenda como funcionam os mercados de carbono

Muito se fala sobre as mudanças climáticas, suas consequências e maneiras de mitigá-las. Uma das formas de combate a esses efeitos são os mercados de carbono. Quer saber mais sobre esse mecanismo? Confira o texto a seguir!

A descarbonização é a busca pela redução (e possível eliminação) de emissões de carbono na atmosfera, especialmente do dióxido de carbono (CO2), responsável por cerca de 60% do Efeito Estufa. Ela acontece quando há a substituição de matrizes poluentes, como a queima de combustíveis fósseis, por tecnologias mais eficientes e energias renováveis, que vêm de recursos naturais como o sol e o vento.

Quando falamos em descarbonização, logo pensamos nos mercados de carbono. Eles são uma das soluções financeiras que podem ser utilizadas para facilitar o cumprimento das metas climáticas voltadas para 2030. Essas metas foram definidas no Acordo de Paris durante a COP 21, para impedir o aumento acima de 1.5°C na temperatura média global. Cada país signatário estabeleceu suas metas de redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE), chamadas de Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês).

Um estudo da McKinsey de 2023 sinalizou que o Brasil, por exemplo, pode reduzir as emissões desses gases em diversos setores e com custos pequenos, reduzindo o desmatamento ilegal, aumentando a utilização de fontes renováveis de energia e adotando técnicas sustentáveis no manejo de animais e na agricultura.

Essas reduções de emissões geram créditos de carbono. Ou seja, um crédito de carbono é gerado a cada tonelada de carbono que deixa de ser emitida ou é capturada da atmosfera. Para isso é necessário que uma atividade que geraria emissões de gases de efeito estufa seja substituída por uma que reduza essas emissões.

Resumidamente, o mercado de carbono se caracteriza pela venda desses créditos entre quem os detém, por ter reduzido suas emissões, e quem precisa reduzi-las, mas não atingiu as metas.

Em cada país o mercado é regulado por uma legislação. No Brasil, a regulamentação é feita pelo Decreto nº 5.882, de 2006. E, como qualquer outra moeda, o valor do crédito de carbono varia, e pode ser influenciado por questões econômicas, mercadológicas e ambientais.

Há também a diferença entre os mercados para a venda dos créditos de carbono. Existem dois:

  • Mercado regulamentado: é um mercado obrigatório, estabelecido por regulamentos de cap-and-trade (que limita as emissões de gases por meio da precificação) por meio de compromissos assumidos entre países. Neles, as empresas têm um limite máximo estipulado de emissões e, a partir disso, podem comprar e vender permissões.
  • Mercado voluntário: é um mercado opcional, em que empresas e pessoas compram créditos por conta própria para compensar as emissões.

Agora que você já sabe como funcionam os mercados de carbono, que tal descobrir qual é o papel da Sitawi nesse mecanismo? Acesse nossa publicação e entenda como podemos traduzir essas oportunidades em impacto positivo para as pessoas e a natureza!

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