No último ano, a Sitawi Finanças do Bem participou de uma expedição de monitoramento no Médio Juruá, na Amazônia, como parte do acompanhamento dos projetos do Floresta+ Amazônia, iniciativa que promove o desenvolvimento sustentável, a valorização da floresta em pé e o fortalecimento das comunidades ribeirinhas da Amazônia Legal.
A expedição teve como objetivo avaliar resultados parciais, compreender os impactos gerados nos territórios e aprofundar o diálogo com os beneficiários dos projetos, considerando os desafios logísticos e sociais de uma região de difícil acesso e com deslocamento majoritariamente fluvial.
Monitoramento em campo e fortalecimento da governança local
A viagem contou com a participação de representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e das organizações implementadoras. Ao longo de cerca de sete dias, foram visitadas sete comunidades do território do Médio Juruá, o que permitiu uma avaliação próxima e qualificada das iniciativas apoiadas.
O projeto realizado no âmbito da parceria entre a Sitawi e a Associação das Famílias da Casa Familiar Rural de Carauari (ACFR) contou com a visita à comunidade da Campina, onde está localizado o núcleo da Escola Familiar Rural. A iniciativa fortalece a formação de jovens ribeirinhos e impulsiona cadeias produtivas sustentáveis, conectando educação, geração de renda e conservação ambiental.
“Participar dessa expedição, como ponto focal do projeto, foi muito significativo para mim. Estar no território me ajudou a enxergar de perto a logística real vivida pelos beneficiários e a dimensão dos desafios enfrentados. Estar com os financiadores para essa experiência também é essencial, para que eles compreendam, na prática, o quanto cada avanço exige esforço, adaptação e presença”, destaca Ana Anacleto, Analista de Finanças de Conservação e Clima da Sitawi.

Bioeconomia, meliponicultura e protagonismo comunitário
A expedição também incluiu visitas às comunidades de São Raimundo e Bauana, onde estão implementados meliponários que fortalecem a cadeia produtiva do mel e a sociobioeconomia local. Durante a visita, a equipe viu de perto o trabalho de Antônio Raimundo, conhecido como Di Açúca, líder comunitário e facilitador do intercâmbio de meliponicultura. Ele destacou os impactos do projeto:
“Vejo esse projeto na reserva como um incentivo para a renda das famílias e com muita importância para a questão ambiental. A abelha é um pequeno animal que é muito importante para a natureza. Muitas comunidades agora estão com vontade de criar abelha, e isso é muito significativo”, ressalta.
O fortalecimento da juventude local também é um dos pilares da iniciativa. Kailane Araújo, participante de um intercâmbio em meliponicultura, compartilhou sua experiência:
“Vim fazer um intercâmbio sobre abelhas e não fazia ideia da importância dessa cadeia. Está sendo uma experiência incrível e, com certeza, vou levar esse aprendizado para a vida.”

A atuação da Sitawi na gestão de projetos territoriais
A Sitawi Finanças do Bem atua no desenvolvimento e na gestão de Programas e Projetos Territoriais, sempre em conjunto com as comunidades locais. Seu trabalho prioriza o fortalecimento da governança local, promovendo o desenvolvimento de cadeias produtivas da sociobiodiversidade e de negócios comunitários da sociobioeconomia, respeitando as especificidades de cada território.
Sobre o projeto
Em 2024, a Sitawi foi selecionada, após um extenso processo do Floresta+ Amazônia, entre diversas organizações do Brasil, para realizar ações em parceria com organizações de base comunitária nos estados da Amazônia Legal. A iniciativa é realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com o apoio do Fundo Verde para o Clima (GCF).
Entre os projetos selecionados está “Práticas agroecológicas e empreendedorismo para jovens ribeirinhos da Escola Familiar Rural do Campina”, liderado pela Associação das Famílias da Casa Familiar Rural de Carauari (ACFR). A iniciativa fortalece a formação de jovens protagonistas na região, impulsionando cadeias produtivas sustentáveis como borracha, pirarucu, viveiros de mudas e meliponicultura, sempre com foco na valorização da floresta em pé e da economia local.
Para saber mais sobre o projeto, acesse o Relatório de Resultados do Programa Território Médio Juruá: Relatório de Resultados Programa Território Médio Juruá (2024-2025) – Sitawi