Projeto na Terra Indígena Krikati fortalece participação de mulheres Krikati e Guajajara no território

No último mês, a Sitawi Finanças do Bem e a equipe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério do Meio Ambiente (MMA) estiveram na Terra Indígena Krikati, no Maranhão, para acompanhar a etapa final das atividades do projeto “Mulheres como Agentes Ambientais no Monitoramento da Terra Indígena Krikati” que reúne mulheres Krikati e Guajajara em ações de proteção territorial, participação comunitária e fortalecimento da liderança feminina. 

Implementado em 2024 pela Sitawi, em parceria com a Associação Comunitária Wewetyj, da Aldeia Recanto dos Cocais, e com o coletivo de mulheres da comunidade, o projeto teve como objetivo fortalecer a territorialidade dos povos por meio do empoderamento feminino local, da cooperação entre famílias e do monitoramento de áreas importantes do território. 

Durante a visita, as equipes ouviram as participantes e acompanharam os avanços na organização coletiva, no conhecimento sobre o território e na disposição das mulheres para assumir responsabilidades nas ações comunitárias e de proteção territorial, observando na prática como as atividades do projeto vêm se refletindo na vida das participantes e na organização comunitária.

Gabriela Guajajara, participante do coletivo de mulheres, conta que o projeto ampliou seu conhecimento sobre a Terra Indígena Krikati e seu interesse em atuar na proteção do território.

“O que mudou na minha vida desde então foi a vontade de conhecer melhor o território e aprender mais sobre ele”, afirma. Entre as experiências que mais a marcaram, ela destaca o intercâmbio na Terra Indígena Caru, onde o grupo conheceu o trabalho das Guerreiras da Floresta. “Percebi que sou capaz e que tenho muito interesse em aprender. O projeto ampliou meu olhar e me incentivou a buscar novos conhecimentos e contribuir mais com o meu território”, conclui.

Mudança de perspectiva

O fortalecimento das mulheres também é reconhecido por Sandoval, uma das lideranças da comunidade. Sandoval lembra que, antes, a diretoria da associação era formada apenas por homens e que muitas mulheres tinham medo de assumir esses espaços. “Com a vinda desse projeto, uniu mais, fortaleceu, deu mais aquele empurrão”, afirma. 

Esse processo também reforçou a importância da passagem de conhecimento entre lideranças e gerações. Sandoval destaca que preparar jovens e mulheres que queiram aprender e assumir responsabilidades é parte do papel da associação e das lideranças mais experientes.

“O conhecimento do território, a união entre mulheres e a ocupação de espaços de liderança seguem como caminhos abertos para as próximas gerações”, declara Ana Anacleto, analista de Finanças de Conservação e Clima da Sitawi. 

A Sitawi participou de um extenso processo de seleção do Floresta+ Amazônia, junto a diversas organizações brasileiras, para atuar em parceria com organizações de base comunitária nos estados da Amazônia Legal. A iniciativa é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com o apoio do Fundo Verde para o Clima (GCF).

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