O impacto econômico do Terceiro Setor no Brasil

Nesse artigo você vai encontrar:
  • O impacto econômico do Terceiro Setor no Brasil
  • Contribuição para o PIB
  • Geração de empregos
  • Valor de produção 
  • A importância de fortalecer as organizações do Terceiro Setor 
  • Como fortalecer as organizações do Terceiro Setor 

O Estado brasileiro tem, por definição constitucional, a responsabilidade de promover o crescimento econômico, garantir o bem-estar da população e assegurar a proteção do meio ambiente. No entanto, limitações orçamentárias e burocráticas restringem sua capacidade de atender de forma plena às demandas da sociedade. Nesse cenário, as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) emergem como protagonistas na implementação de soluções descentralizadas e complementares às políticas públicas. 

De acordo com o Mapa das OSCs, o Brasil possui mais de 917 mil organizações sociais registradas, abrangendo diversas causas e regiões. A presença dessas instituições é um reflexo da capacidade da sociedade civil em se mobilizar por direitos, justiça e desenvolvimento. 

O impacto econômico do Terceiro Setor 

O impacto do Terceiro Setor vai muito além do campo social: ele é uma engrenagem relevante e frequentemente subestimada da economia nacional. Sua atuação envolve movimentação de recursos em larga escala, geração de empregos formais e estímulo a cadeias produtivas em todo o território.

Os dados a seguir são provenientes da pesquisa A Importância do Terceiro Setor para o PIB no Brasil, coordenada pela Sitawi Finanças do Bem.

Contribuição para o PIB 

O Terceiro Setor representa 4,27% do valor adicionado (PIB) brasileiro, o equivalente a R$ 220 bilhões em 2023. Para dimensionar essa participação: ela está posicionada entre os setores de Fabricação de Automóveis, Caminhões e Ônibus e o setor da Agricultura — o que coloca as OSCs entre as forças econômicas mais relevantes do país, ainda que raramente tratadas como tal.

O impacto de uma eventual ausência do setor seria expressivo: só no estado de São Paulo, a perda chegaria a R$ 85,2 bilhões; no Rio de Janeiro, a R$ 25,7 bilhões; e em Minas Gerais, a R$ 20,3 bilhões.

Geração de empregos 

O Terceiro Setor abriga 5,88% dos postos de trabalho no Brasil, somando mais de 6 milhões de empregos formais. A folha de pagamento do setor ultrapassa R$ 86 bilhões por ano, distribuídos entre áreas como saúde (R$ 34,1 bilhões), educação (R$ 22,3 bilhões), atividades culturais e recreativas (R$ 5,8 bilhões) e outras organizações associativas (R$ 24,2 bilhões).

Em caso de colapso do setor, o Brasil perderia 1,8 milhão de postos de trabalho apenas em São Paulo, 760 mil em Minas Gerais e 589 mil no Rio de Janeiro — números que evidenciam sua capilaridade e relevância regional.

Valor de produção 

O Terceiro Setor é responsável por 3,93% do Valor de Produção nacional, o que representa mais de R$ 400 bilhões movimentados. A ausência do setor reduziria o valor de produção em R$ 157,6 bilhões em São Paulo, R$ 48,4 bilhões no Rio de Janeiro e R$ 35,1 bilhões em Minas Gerais.

Por que fortalecer as OSCs é uma decisão estratégica? 

O Terceiro Setor não é apenas uma rede de apoio social, mas sim parte integrante da engrenagem que move o país. Sua capacidade de inovação, capilaridade territorial e foco em impacto o tornam um ator essencial na construção de um Brasil mais justo, resiliente e sustentável.

Fortalecer o Terceiro Setor é, concretamente, garantir a ampliação de direitos e serviços essenciais à população; a geração de empregos e circulação de renda em regiões que o mercado privado não alcança; e a mobilização articulada de esforços públicos e privados em torno do bem comum.

Reconhecer as OSCs como parte ativa da economia — e não apenas como receptoras de doações — é um passo decisivo para desenhar políticas públicas mais eficazes, fomentar parcerias estratégicas entre setores e ampliar o alcance das transformações positivas que o Brasil precisa.

Como OSCs podem crescer e escalar seu impacto

Diante de um terceiro setor que representa mais de 4% do PIB brasileiro e emprega milhões de pessoas, fortalecer as Organizações da Sociedade Civil é uma responsabilidade coletiva.

Com mais de 17 anos de atuação no fortalecimento da economia de impacto, a Sitawi Finanças do Bem é uma OSC qualificada como OSCIP e atua como parceira estratégica de iniciativas socioambientais que precisam de estrutura para crescer.

Para superar as barreiras jurídicas e administrativas que limitam o alcance de coletivos e OSCs emergentes, a Sitawi oferece o serviço de representação fiscal (fiscal sponsorship): uma solução que disponibiliza a estrutura jurídica e administrativa necessária para que iniciativas possam operar com segurança, transparência e conformidade legal.

Por meio desse serviço, organizações e coletivos sem CNPJ próprio podem:

  • Captar doações de pessoas físicas e jurídicas, no Brasil e no exterior;
  • Acessar emendas parlamentares e financiamento coletivo;
  • Firmar contratos com financiadores e parceiros institucionais;
  • Prestar contas com rastreabilidade e rigor — requisitos exigidos por qualquer financiador sério.

Assim, mais projetos conseguem sair do papel, mais causas ganham escala e mais recursos circulam pelo ecossistema de impacto.

Perguntas frequentes sobre o Terceiro Setor no Brasil

O Terceiro Setor é composto por organizações privadas, sem fins lucrativos, que atuam no interesse público distinto do setor público (governo) e do setor privado lucrativo. No Brasil, inclui OSCs, fundações, associações, cooperativas sociais e organizações religiosas com atuação social.

O Brasil possui mais de 917 mil organizações sociais registradas, segundo o Mapa das OSCs. O setor representa 4,27% do PIB nacional e emprega mais de 6 milhões de pessoas formalmente, números que o colocam entre as forças econômicas mais relevantes do país.

Sim. O Terceiro Setor abriga 5,88% dos postos de trabalho formais do Brasil, com folha de pagamento superior a R$ 86 bilhões por ano. As áreas de saúde e educação concentram a maior parte desses empregos.

“ONG” é um termo popular sem definição jurídica específica no Brasil. “OSC” é a denominação oficial estabelecida pelo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC). “OSCIP” é uma qualificação concedida pelo Ministério da Justiça a OSCs que atendem critérios mais rigorosos de governança e transparência — como é o caso da Sitawi.

Por meio de doações diretas a OSCs qualificadas, criação de fundos filantrópicos, parcerias de investimento social privado e mecanismos de blended finance. Empresas tributadas pelo Lucro Real também podem deduzir doações a OSCIPs do Imposto de Renda, conforme a Lei 9.249/95.

Compartilhe

Publicações relacionadas

Ir para o conteúdo