Sitawi e CI-Brasil organizam oficina para construção de modelos replicáveis de investimentos para conservação da natureza

Uma oficina para construção de modelos replicáveis de investimentos para conservação da natureza reuniu nesta quarta-feira, 31/1, mais de 40 profissionais do mercado financeiro e dos setores de investimento e da conservação para discutir sobre as lacunas de financiamento que existem para negócios sustentáveis. Durante o encontro, promovido pela Conservação Internacional (CI-Brasil) e pela Sitawi Finanças do Bem, foram apresentadas prévias dos chamados blueprints, modelos de negócios replicáveis voltados para a conservação da natureza e para o clima.

A criação de blueprints é uma iniciativa inédita no Brasil e visa contribuir com as discussões sobre a pavimentação de possíveis caminhos onde investidores podem alocar recursos financeiros e obter lucro gerando benefícios socioambientais. Os três blueprints discutidos no evento tinham como foco cooperativas da bioeconomia, restauração florestal e cadeias produtivas da biodiversidade.

“Trabalhamos para criar um ambiente de negócios favorável para que investimentos privados promovam a valorização de produtos e serviços da floresta. Mas, para destravar esse fluxo financeiro, é necessário entender lacunas e definir as condições habilitantes para essa mudança de paradigma. E, é necessário aprender com o mercado financeiro como lapidar essas boas ideias em modelos de negócios atrativos para o capital comercial”, explica Miguel Moraes, Diretor Sênior de Programas da CI-Brasil.

Profissionais do mercado financeiro e dos setores de investimento e da conservação debatem as lacunas de financiamento para negócios sustentáveis.

O evento teve como objetivo apresentar uma prévia dos blueprints e coletar subsídios técnicos para aprimoramento dos modelos replicáveis de investimento.  As contribuições e olhares estratégicos serão incorporados na próxima etapa do projeto, que irá trabalhar na consolidação dos blueprints para posterior lançamento público.

“A oficina foi essencial para evoluir na estruturação de blueprints de investimento em conservação da natureza, pois foi possível discutir e validar as estruturas propostas com diversos atores do setor financeiro. Participaram desde organizações filantrópicas, que estão mais preocupadas com resultados positivos em conservação, passando por investidores de impacto, até atores mais tradicionais do setor financeiro, como bancos e fundos de venture capital. Vejo que há espaço para todos a depender do modelo de negócio que está desenhado. Porém, ao meu ver, o mais importante é que os diversos atores trabalhem em conjunto. Assim, as necessidades de retorno e impacto podem ser alcançadas”, declara Fernando Campos, Gerente de Finanças de Conservação e Clima da Sitawi.

Caminhos para combater a crise climática

Os impactos severos causados pela crise climática já fazem parte da vida no planeta. Cientistas do clima estimam que as consequências da crise devem se intensificar caso medidas concretas não sejam adotadas pelos governos, empresas, academia e sociedade para atingir as metas estabelecidas no Acordo de Paris e Marco Global da Biodiversidade. Dentre as medidas necessárias está o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono que proteja a natureza. Entretanto, um dos desafios encontrados nesse processo é a lacuna de financiamento em biodiversidade e clima por meio de negócios sustentáveis.

O evento foi promovido pelo projeto “Forest Finance and Investiment Incubator”, que tem como objetivo facilitar o fluxo de investimentos privados para estratégias climáticas, principalmente relacionadas a florestas e ao uso da terra. O projeto é liderado pela Conservação Internacional em parceria com a Global Green Growth Institute, conta com apoio técnico da Sitawi e é financiado pelo Departamento de Estado dos EUA.

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