Sitawi e CI-Brasil apresentam três guias para investimento em negócios da bioeconomia no Fórum Brasileiro de Finanças Climáticas

Os chamados ‘blueprints’ são modelos de investimento em negócios com impacto socioambiental positivo e replicável; a ideia é que a bioeconomia seja uma oportunidade de investimento para proteção e conservação da biodiversidade

Os ecossistemas e a biodiversidade são indispensáveis para a qualidade de vida humana e para a economia, tanto a curto, médio quanto longo prazo. Por isso, investidores que compreendem a importância da biodiversidade para a sobrevivência humana e para a sustentabilidade de seus negócios podem – e devem – buscar resultados financeiros atrelados à conservação da natureza, ampliando a sua estratégia de investimento.

É com esta proposta que a Conservação Internacional (CI-Brasil)  e Sitawi Finanças do Bem apresentaram os Blueprints de Investimento em Conservação da Biodiversidade durante o Fórum Brasileiro de Finanças Climáticas, realizado na última semana, em São Paulo. O Fórum, iniciativa pensada na COP28, antecedeu a reunião de Ministros das Finanças do G20 e abrange organismos governamentais, sociedade civil e representantes do mercado financeiro para impulsionar a transição para uma economia global de baixo carbono.

Blueprints de Investimento em Conservação da Biodiversidade

Blueprint é um modelo de estrutura de transação financeira destinada a ajudar a facilitar investimentos replicáveis em projetos de conservação da biodiversidade prioritários. Ao longo de mais de 40 páginas, o primeiro documento do gênero a ser desenvolvido no Brasil, três modelos de investimento que possuem como objetivo exemplificar como investidores podem endereçar essas crises ao alocar seus investimentos em negócios que geram retornos financeiros, ao mesmo tempo que geram  impactos socioambientais significativos.

“O capital privado deve levar em conta também os objetivos de impactos socioambientais positivos em suas estratégias de investimento”, afirma Fernando Campos, gerente de Finanças de Conservação e Clima da Sitawi Finanças do Bem. “Nosso objetivo com essa iniciativa é que esses modelos de negócio e de investimento venham a ser replicados por outras instituições, e possam alavancar e destravar recursos financeiros, ampliando a proteção e a conservação da biodiversidade”, detalha.

O gerente da Sitawi ressalta, ainda, que, para contemplar as ações previstas no Marco Global de Biodiversidade (GBF) Marco Global de Biodiversidade (GBF), assinado por 196 países, faltam no mundo entre US$ 598 bilhões e US$ 824 bilhões por ano*. Ele lembra que a necessidade de se aumentar recursos financeiros privados para biodiversidade é tratado explicitamente na Meta 19 (c) do GBF.

“Esse financiamento não será suficiente para atingirmos as metas estabelecidas pelo GBF e outros acordos globais para o clima. Nesse cenário, o setor privado  tem uma grande oportunidade nas mãos de tomar a frente de iniciativas de conservação da natureza, garantindo um futuro produtivo para uma economia altamente dependente dos serviços ecossistêmicos. ”, declara Mauricio Bianco, vice-presidente da CI-Brasil.

Todos os três blueprints do documento apresentado pelas duas organizações trazem modelos de negócios que procuram ter uma interação harmoniosa entre aspectos econômicos, ambientais e sociais. Eles estão inseridos em mercados e negócios que promovem a integridade dos ecossistemas, a valorização dos conhecimentos das populações locais e a distribuição justa dos benefícios alcançados.

Quer acessar na íntegra os Blueprints de Investimento em Conservação da Biodiversidade? 

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