A Sitawi finalizou mais uma Formação Financeira para Negócios de Impacto, desta vez, com foco na cadeia sustentável da borracha amazônica. A iniciativa aconteceu em parceria com o Memorial Chico Mendes e o IDAM, no município de Manicoré (AM), região com forte tradição extrativista.
A borracha como símbolo da bioeconomia
A borracha nativa amazônica é um dos produtos simbólicos da bioeconomia brasileira. Extraída por famílias extrativistas diretamente da floresta, ela gera renda sem desmatamento, garantindo a floresta em pé e valorizando o conhecimento tradicional.
Apesar de seu valor socioambiental, muitos extrativistas ainda não se reconhecem como protagonistas na agenda da bioeconomia e do desenvolvimento sustentável. A formação buscou justamente promover esse reconhecimento.
Formação prática e adaptada à realidade amazônica
A formação combinou teoria e prática com conteúdos moldados à realidade da floresta. Durante a formação, as organizações aprenderam conceitos como bioeconomia, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e negócios de impacto.
Entre os temas abordados estavam gestão financeira, planejamento de safra, projeção financeira e o uso de ferramentas práticas, como planilhas, livros-caixa e inteligência artificial (IA). Ao longo das oficinas, passaram a reconhecer seus próprios empreendimentos como negócios de impacto positivo, atuando na preservação da floresta e geração de renda sustentável.
Participam da iniciativa sete organizações comunitárias e cooperativas extrativistas que fazem parte do arranjo “Juntos pelo Extrativismo da Borracha na Amazônia”, coordenado pelo Memorial Chico Mendes, sendo elas: AMALCG, APAIGA, APRAMAD, ATININGA, BARREIRA, BOM SUSPIRO e CAARIM.


Mais autonomia, mais impacto positivo!
Muitas das organizações ainda não têm estrutura suficiente para acessar crédito, e uma das frentes mais potentes da formação foi a oficina de captação de recursos via editais de fomento. Os participantes aprenderam a identificar oportunidades de financiamento não reembolsável, entender os critérios exigidos e redigir propostas mais qualificadas.
Um dos entregáveis da formação foi a construção de um panorama organizacional, com diagnóstico de contexto, modelo de negócios, operações produtivas, situação financeira e impactos. Com esse material e o suporte de ferramentas de IA, as associações passam a ter mais autonomia para participar de chamadas públicas e fortalecer sua presença no ecossistema da bioeconomia amazônica.
Com isso, essas organizações estão mais preparadas para planejar o futuro, tomar decisões estratégicas e ampliar sua atuação enquanto agentes do desenvolvimento sustentável.
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