Sitawi na COP 27: impacto socioambiental positivo para o futuro

Estivemos na COP 27 sobre mudanças climáticas para entender as metas e o desenho das ações que irão garantir uma nova economia positiva para as pessoas e a natureza nos próximos anos. O evento, que ocorre desde 1995, reúne representantes dos países signatários da ONU e organizações da sociedade civil em debates e negociações sobre os desafios globais da agenda climática.

Nesse ano, a conferência ocorreu em Sharm El-Sheikh no Egito, entre os dias 6 e 18 de novembro. A expectativa para o evento era aproveitá-lo para implementar ações efetivas, deixando negociações e projetos futuros em segundo plano. Apesar dos importantes desdobramentos, na prática, ocorreram negociações longas e conflituosas, dificultando o planejamento de ações de implementação.

Na COP 27, fomos representados pelo Heitor Dellasta, analista de Finanças de Conservação e Clima. Ele participou de mesas de discussões organizadas por diversos países e organizações, voltadas para transições em direção a economias de baixo carbono que contribuem positivamente para a biodiversidade. Foi uma oportunidade de diálogo, questionamento e negociação sobre as mudanças climáticas e suas relações com a conservação e a sociedade.

Sobre o evento

Um dos resultados práticos da COP 27 foi o estabelecimento de um Fundo de Perdas e Danos que será financiado pelos países mais desenvolvidos para os países menos desenvolvidos e mais vulneráveis aos impactos negativos da crise climática.

O conceito de perdas e danos corresponde às situações nas quais os países já não não conseguem mais garantir mitigação ou adaptação, com impactos negativos imediatos. Para Heitor, o avanço nessa questão é o resultado mais expressivo do evento.

Outro destaque importante da conferência foi o Acordo de Korovina, que reconhece a importância da temática da agricultura no panorama das mudanças climáticas. Esse acordo estabelece sugestões de práticas que conciliam o uso sustentável do solo para o clima e a biodiversidade. 

Heitor também ressaltou a importância da bioeconomia e da união entre desenvolvimento humano e conservação da biodiversidade. “Se no passado a gente tinha uma perspectiva de que conservação da natureza e a agenda climática eram empecilhos para garantir o aumento da qualidade de vida e a melhora do bem estar das populações, agora a proposta é garantir a incorporação dessas temáticas, onde as agendas climáticas e de conservação são vistas como motores do aumento do bem-estar e reposicionamento da economia brasileira em nível internacional”, diz ele.

Para o futuro

A COP 27 foi um momento de aprimoramento para a Sitawi. Nossa agenda de impacto socioambiental positivo já prevê diversas medidas de restauração de ecossistemas que também consideram o desenvolvimento socioeconômico, mas estar por dentro das agendas mundiais faz toda a diferença.

Em Finanças de Conservação e Clima, desenvolvemos soluções financeiras para conservar a biodiversidade e enfrentar os desafios climáticos. Por isso, discutir as melhores saídas para a mudança climática é essencial para o nosso trabalho.

Entendemos que o futuro precisa de ação agora, por isso fazemos parte das organizações que trabalham por essa meta. Quer saber como? Conheça nossos mecanismos de Finanças de Conservação e Clima.

Quer saber mais sobre nossa participação na COP 27? Assista a cobertura completa em nossos destaques do Instagram.

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