A COP 30, realizada em Belém, deixou um recado claro: o avanço da agenda climática depende da capacidade de transformar compromissos em implementação concreta. E isso só acontece com articulação, redes de colaboração e protagonismo da sociedade civil.
A Sitawi Finanças do Bem esteve presente em diversos espaços oficiais e paralelos da COP 30, contribuindo para debates, lançamentos e conexões estratégicas que reforçam o papel essencial dos mecanismos financeiros na resposta à emergência climática.
A seguir, reunimos os principais aprendizados e destaques dessa participação.
A sociedade civil na COP 30
Ao longo de toda a COP 30 ficou evidente que embora as decisões formais aconteçam nas salas de negociação, é nos corredores, nas trocas espontâneas e nos eventos paralelos que as articulações realmente ganham forma. Foi nesses espaços que observamos a potência da sociedade civil — movimentos, organizações e comunidades que constroem soluções diariamente nos territórios.
A Sitawi esteve exatamente onde essas conexões acontecem: criando pontes, fortalecendo negócios e territórios, e articulando soluções financeiras para que o financiamento climático alcance quem está liderando mudanças reais.
Contribuições da Sitawi nos debates estratégicos da COP 30
A presença da Sitawi esteve distribuída pelas principais zonas da COP 30 — Zona Azul, Zona Verde e Zona Amarela — com participações em painéis internacionais, discussões técnicas e encontros multissetoriais.
Zona Azul: ética, financiamento e agendas globais
- Ana Beatriz Villela, Coordenadora Sênior de Investimento de Impacto, apresentou perspectivas sobre blended finance como ferramenta para ampliar escala de soluções climáticas;
- Fernando Campos, Gerente de Finanças de Conservação e Clima, discutiu o saneamento como motor econômico movido pela natureza, em painel realizado com nosso parceiro Fundação Grupo Boticário;
- Fernanda Pessoa, Gerente Sênior de Gestão de Filantropia, representou a Sitawi no pavilhão do Balanço Ético Global, contribuindo com debates sobre transparência, ética e financiamento;
- Leonardo Letelier, CEO da Sitawi, participou de um diálogo de alto nível sobre a Agenda 2030 e ética, ao lado de instituições como MMA, Instituto Arapyaú, ICS, Rockefeller Foundation, Instituto Talanoa e Moore Foundation.
Zona Verde: bioeconomia e transição climática
- Fernanda Pessoa compartilhou insights sobre investimento para turismo de impacto;
- Laura Cortellazzi, Coordenadora de Investimento de Impacto, reforçou o papel do investimento para a bioeconomia em debate com a FortparaOil;
- Beatriz Tavares, Coordenadora Sênior de Investimento de Impacto, discutiu o papel do capital na transição climática a convite do Impact Hub São Paulo.
- Bruna Figueredo Pelegio, Gerente de Produto de Investimento de Impacto, apresentou reflexões sobre financiamento inovador para uma transição justa e verde em evento do WRI Brasil.
Zona Amarela: Amazônia no centro
- Bruno Girardi, Diretor Vice-Presidente, participou de painéis sobre desenvolvimento sustentável da Amazônia e reforçou como o investimento de impacto é determinante para fortalecer cadeias produtivas, comunidades e negócios amazônicos.
- Beatriz Tavares participou de uma mesa com Ka’a Harmony Foundation, Fundação Heinrich Böll Brasil, Universidade Livre de Berlim e Podáali – Fundo Indígena da Amazônia Brasileira, reforçando que financiar a Amazônia exige mecanismos flexíveis, capital paciente e modelos que integrem filantropia e investimento. Organizamos um debate sobre blended finance que reuniu: a visão de quem empreende, com Gilberto Hirokazu Nobumasa, fundador da FortparaOil, que captou com a Plataforma Sitawi e a visão de quem investe, com Heiko Hosomi Spitzeck, da Fundação Dom Cabral.
Lançamentos e conexões que fortalecem a agenda climática pós-COP 30
Durante a COP 30, a Sitawi também participou do lançamento de três importantes mecanismos que reforçam a inovação financeira e o protagonismo dos territórios:
- Fundo Flora, em parceria com o WRI Brasil;
- Fundo de Legado do Cacique Raoni, destacando a importância da liderança indígena na defesa do clima e da floresta.
Esses mecanismos representamnovos caminhos para ampliar o acesso a capital, incentivar soluções baseadas na natureza e fortalecer iniciativas lideradas por comunidades, empreendedores e organizações socioambientais.

Filantropia em destaque na COP 30
Um dos grandes momentos foi o dia dedicado à filantropia e às parcerias para um futuro sustentável, realizado por CAF, GIFE, IDIS, Latimpacto, WINGS e Sitawi, com apoio da RD Saúde.
O debate mediado por Leonardo Letelier reforçou a necessidade de estratégias colaborativas para escalar soluções e acelerar a implementação. O dia foi dedicado a pensar a relevância do capital filantrópico para o financiamento climático, alinhado à justiça socioambiental.
E agora? O que a COP30 nos pede daqui para frente
À medida que a conferência se encerra, uma pergunta permanece e deve guiar nossas decisões ao longo dos próximos meses: quais articulações precisamos fortalecer para transformar compromissos climáticos em resultados reais para os territórios?
A COP30 mostrou que o caminho é coletivo e que a sociedade civil pode e deve liderar transformações. Além disso, mostrou que mecanismos financeiros inovadores são essenciais para acelerar a implementação.
A Sitawi segue comprometida em fazer essa agenda avançar, conectando capital, conhecimento e pessoas para construir um futuro mais justo, regenerativo e sustentável.
Estamos prontos para apoiar empresas, organizações e iniciativas que querem transformar compromissos climáticos em ações concretas.
Entre em contato com nossa equipe e saiba como podemos caminhar juntos rumo a uma economia de impacto.